Cócegas no umbigo

Existem mil e uma maneiras de começar um texto, mas poucas são as maneiras de deixar um final em aberto – naturalmente por não existirem palavras capazes para delinear o indefinível.

Indefinidamente, existem questões com respostas de fazerem cócegas ao próprio umbigo. E, até onde vai ele mesmo? Estupidamente, a lado nenhum! Porém, se é atribuída perspicácia ao nariz porque é que não poderei conceder curiosidade a um anexo inábil de escalar ao estatuto de T0? Talvez por albergar o pouco algodão que camisolas de categoria terceira vão largando. Mas, desengane-se quem pensar – ou quem nunca tenha pensado – que o umbigo é subjugado por todos os que o detêm. Há quem o ostente, pavoneando-o por aí, «ao deus-dará». Um «deus», incrivelmente pasmado e, obviamente mudo, ao recordar saudosista tudo aquilo que o umbigo já foi. Meio de ligação impregnado de afecto que, agora, nada mais é que sinónimo de memórias. E, se «quem tem boca vai a Roma», quem tem um umbigo aguçado pode ir até onde bem entender.

Este é, tal como o umbigo, um manancial de apego: um blogue de memórias!

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